Uma criança cai e chora alto até a mãe escutar, mas quando cresce e leva uma rasteira da vida, começa a chorar escondida e bem baixinho no escuro do quarto, pra não precisar explicar uma dor que aparentemente não corta, mas machuca bem mais do que um joelho ralado.
Só espero, não penso nada. Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada.
Já faz um certo tempo que eu cheguei à conclusão de que não devo mais ficar desse jeito - triste e me lamentando. Não digo como se eu pudesse escolher entre ficar feliz ou triste. Nada disso. Eu me sinto só, deixada de lado. Sinto que não sou mais tão necessária para alguém. Mas para que vestir toda essa tristeza, solidão e melancolia que me cercam? Já é dor demais para ter que intensificar assim. Então eu sorrio. Sorrio com a esperança de um dia o sorriso anteriormente forjado, acabe se tornando sincero quando eu menos esperar. Não sei como, não sei onde, não sei quando.. Mas a fé foi tudo o que me restou. Nem tudo é o que parece. Por trás desse sorriso, existe uma alma que chora. Que grita, implorando por salvação. E eu vou me manter dessa forma até onde eu conseguir suportar. Até chegar meu limite e a tristeza transbordar como cachoeiras pelos meus olhos. Não que eu não chore hoje, mas.. Quer saber? Hoje nasce uma nova mulher. (affetingyou)